
Friday, July 17, 2009
Quando a Arte vira Rock, Parte CXLIII

Thursday, July 02, 2009
I Got You On My Skin
Friday, June 26, 2009
A Visita do Rei e o Retorno da Rainha

Tuesday, June 23, 2009
Site da MTV
Sunday, May 31, 2009
Friday, May 22, 2009
Tuesday, May 05, 2009
Quem avisa...
Olá!Informamos que as reservas para o show "Uma noite com Greg Dulli e Mark Lanegan", que acontecerá no dia 01/07, já podem ser feitas.As reservas serão mediante antecipação do couvert artístico.Podem ser feitas pessoalmente no Bourbon Street, ou por telefone através de nosso Call Center.O horário de atendimento do Call Center é de 2ª a 6ª feira das 09h00 às 20h00 e Sábado e Domingo das 12h00 às 18h00.O valor do couvert artístico será de R$80,00 por pessoa em pé na pista, ou R$125,00 por pessoa em mesa.Para mais informações e reservas, entre em contato conosco pelo telefone 11-5095-6100.Obrigado,Call Center
***BOURBON STREET MUSIC CLUB***Rua dos Chanés, 127 - São PauloTel: 5095-6100 - Fax: 5095-6110Site: www.bourbonstreet.com.br
Thursday, April 30, 2009
Thursday, April 23, 2009
Quando a Arte vira Rock, Parte CXL

"Neptuno" (detalhe), de Bartolomeo Ammannati, e Tim Wheeler, vocalista e guitarrista do Ash. Para a Anna. (Daniel, já reparou que o Tim Wheeler é a sua cara, hehe?)
Sunday, April 19, 2009
Rob Fleming X Steven Stelfox


Friday, April 10, 2009
Mark Lanegan em São Paulo!!
No dia 21 desse mês sai a nova música dele com as Breeders, "The Last Time". E ele também tá fazendo música nova com o Slash (é, aquele). E preparando disco solo! Produtivo, o moço.
1 jul 2009
20:00
Bourbon Street
Sao Paolo BR
4 jul 2009
20:00
Teatro Oriente
Santiago CL
7 jul 2009
20:00
La Trastienda
Buenos Aires AR
11 jul 2009
20:00
Cactus Festival
Bruges BE
12 jul 2009
20:00
Paradiso
Amsterdam NL
13 jul 2009
20:00
Doornroosje
Nijmegen NL
15 jul 2009
20:00
Savoy Theatre
Düsseldorf DE
16 jul 2009
20:00
Stage Club
Hamburg DE
17 jul 2009
20:00
Vega
Copenhagen DK
19 jul 2009
20:00
Royal Festival Hall
London UK
20 jul 2009
20:00
Komedia
Brighton UK
23 jul 2009
20:00
York Theater
Sydney AU
24 jul 2009
20:00
Athenaeum
Melbourne AU
26 jul 2009
20:00
Splendour in the Grass
Byron Bay AU
Tuesday, April 07, 2009
Caravaggio, o pintor punk rocker

Nova Iorque, 1978. No quarto número 100 do Hotel Chelsea, dividindo a mesma cama com a namorada Nancy Spungen, Sid Vicious – baixista do Sex Pistols – dormia rodeado por seringas de heroína. Um hábito. Um vício.
Caravaggio foi um arruaceiro. Rebelde, temperamental, impaciente, beberrão autodestrutivo. Sua presença em tavernas, bordéis, becos e feiras era sinônimo de confusão, de duelos, derramamento de sangue. Sua vida durou apenas trinta e nove anos. Trinta e nove anos de problemas com a lei: Caravaggio foi processado por agredir um garçom, por ofender e assediar mulheres. Por atirar pedras na polícia e portar espada pelas ruas. Foi preso diversas vezes. Feriu um carcereiro e escapou de uma fortaleza, prisão de segurança máxima. E matou um homem em Roma, por causa de aposta firmada durante um jogo de tênis.
Mas o boêmio e competitivo pintor era movido não somente por álcool e sangue fervendo nas veias. Havia um ideal. Caravaggio desejava provar que a Pintura poderia ser acessível, popular, incômoda, provocativa, instigante....e continuar lucrativa. E ainda ser reconhecida e respeitada como Arte.
Como Caravaggio, Sid Vicious foi um desordeiro. Também rebelde, temperamental. Viciado autodestrutivo, acumulou um número considerável de ocorrências policiais: usou uma corrente de moto para surrar um jornalista da revista inglesa New Music Express. Em um clube noturno, ameaçou Bob Harris, respeitado DJ da BBC. Agrediu o irmão da cantora Patti Smith. Vivia fora de controle devido aos efeitos da heroína. E foi preso, suspeito de ter assassinado Nancy no quarto do hotel. A moça foi esfaqueada na barriga e sangrou até morrer. Solto sob fiança, o baixista tentou o suicídio, foi socorrido e salvo. Em fevereiro de 1979, Sid morreu da maneira que Caravaggio temia morrer: dormindo. A combinação entre drogas e sono foi letal para o rapaz de vinte e um anos.
Se na Itália do século XVII Caravaggio foi o pioneiro de um novo movimento artístico - o Barroco - na Londres de 1975 Sid Vicious foi um dos representantes de um novo tipo de rock, que nasceu nos Estados Unidos. O punk. Sid aprendeu a tocar baixo sozinho, ouvindo Ramones, banda americana precursora do punk.
Caravaggio foi criticado por seus contemporâneos. Suas telas não reproduziam a Beleza, e sim o Feio, o Profano, o Mundano. Caravaggio não buscava inspiração nas feições dos quadros e esculturas clássicas para retratar santos, mártires e devotos. O pintor convocava ladrões, músicos de rua, ciganos, pequenos golpistas, prostitutas e os vestia como personagens bíblicos, madonas, cristãos fiéis ou pecadores arrependidos. Pintava os rostos contorcidos, os pés sujos, as mãos calejadas, os corpos castigados e a postura derrotada dos marginalizados e excluídos, transformando criminosos em protagonistas de passagens do Novo Testamento, putas em virgens, órfãos delinquentes em anjos. Na pintura de Caravaggio, os papéis principais eram sempre reservados aos desafortunados. Como nas letras das canções de Lou Reed. Pelas mãos do italiano, o submundo preto-e-branco ganhava cor, passava a adornar as paredes de burgueses endinheirados e os tetos das capelas.
O punk também foi criticado do mesmo modo que Caravaggio: repreendido por pecar pela falta de técnica, de decoro. O punk surgiu áspero e direto, igual a uma obra de Caravaggio, que pintava sem rascunhos, sem ensaios. O punk eliminou os excessos do rock progressivo dos anos 70, reduzindo melodias a poucos acordes, cortando solos de guitarra complicados e intermináveis, produzindo um som rápido, cru, sem floreios, com letras de cunho político. Chocou puritanos, moralistas, desagradou aos fãs do rock sinfônico. Caravaggio foi acusado de destruir a Pintura. O punk, de destruir o Rock.
Caravaggio também cortou excessos: em seus cenários, o fundo era constantemente raso, às vezes totalmente escuro. O foco de luz recaía sobre as expressões faciais dos ídolos, mulheres e homens pintados em estado de surpresa ou choque, de pesar ou sofrimento. As telas de Caravaggio se assemelham a fotografias de shows de rock: músicos e seus instrumentos destacados pela luz do palco contra um fundo negro.
Caravaggio é um artista moderno que foi obrigado a esperar que o mundo se tornasse tão moderno quanto ele. Foram necessários anos para que se aceitasse a ideia de que a Arte poderia se manifestar desacompanhada da beleza convencional, de que poderia ser estranha, inquietante, mas sem perder a honestidade. Visualmente, Caravaggio influenciou até mesmo o REM, banda americana dos anos 90. O REM explodiu graças ao hit “Losing My Religion”. O sucesso da música foi muito impulsionado pelo vídeo idealizado e filmado pelo diretor Tarsem Singh. O contraste entre claro e escuro, atores e atrizes encenando as telas “O Sepultamento de Cristo” e “A dúvida de São Tomás” embelezam a canção entoada por Michael Stipe. Em 1991, o vídeo concorreu a nove prêmios no MTV Music Awards. Ganhou seis, incluindo o de melhor vídeo do ano.
Caravaggio queria mostrar ao observador de suas obras que o angelical e o diabólico, o sexo, a violência e Deus poderiam facilmente, e até mesmo placidamente, coexistir na mesma cena dramática, no mesmo cavalete, na mesma tela. O compositor e cantor australiano Nick Cave incorporou a temática de Caravaggio em suas canções: letras que fundem o sagrado com o profano, o egoísmo criminoso com a culpa, a negação e a reconciliação com a fé. Cave se baseou na história de Lázaro para batizar seu novo álbum, lançado o ano passado - “Dig, Lazarus, Dig!!!” – e inspirar suas músicas. Segundo a Bíblia, Lázaro era um mendigo que, morto, foi ressuscitado por Jesus. Caravaggio montou essa cena, pintou o milagre. E escandalizou seus críticos e inimigos: usou um cadáver de verdade como modelo para Lázaro.
Contestador, visionário, depravado, direto. Brutal.
Caravaggio é puro rock’n roll.
Monday, February 09, 2009
God only Knew


"Trouble comes in slowly/A neverlasting light comes to shine all over me/Bright in the mornin'/ Like all of heaven's love comes to shine on me/And to you who never need/Fuck yourselves, I need some more room to breathe.
Here comes the devil, buy the round/One whiskey for every ghost /And I'm sorry for what I done/Lord it's me who knows what it costs." ("Borracho", Mark Lanegan).
Tuesday, February 03, 2009
Quando a Arte vira Rock, Parte CXXXIX
Sunday, February 01, 2009
Falência Múltipla
Piccadilly Circus é o Centrão de Londres. A Sé dos caras. E o centro do Centro - ou seja, de Piccadilly - é aquela pracinha/rotatória sobrevoada por Eros. Tudo a ver: a estátua de um cupido paira sobre o Coração da cidade. E o anjinho alado aponta seu arco para o núcleo desse Coração de Pedra e Vidro. Um prédio na esquina com a Regent Street. O prédio da Virgin. O prédio que foi da Virgin, loja de CDs que fechou depois de ter lutado pela sobrevivência sob novo nome, Zavvi. A Zavvi também encerrou suas atividades. O local está lacrado, as vitrines estão cobertas por papelões. Vi há umas semanas. Mais ao lado - na área que seria o Pulmão londrino - a loja HMV tenta respirar. Todos os dias aberta até meia-noite. Comprou a independente Fopp, perto dali, em uma artéria, digo, travessa, da Charing Cross.Fiquei encantada no dia em que me liguei que o coração do Coração da cidade mais musical do planeta era...uma loja de discos. E agora o coração de Londres parou de pulsar rock.
E o meu ficou apertado. (Consolo: com o fechamento do comércio musical, acaba o risco da gente entrar em uma loja e dar de cara com o Morrissey pelado em uma capa de single. Pirou, tio? Tímido? Não mais. Mas continua criminosamente vulgar.)
Thursday, January 29, 2009
Monday, January 26, 2009
Rock Visa
Wednesday, January 21, 2009
Wednesday, January 14, 2009
Monday, January 12, 2009
Quando a Arte vira Rock, Parte CXXXVI
Saturday, January 10, 2009
Minha Vovó
Semanas atrás, Minha Vovó - que é a cara da rainha Elizabeth II (hoje e quando moça) - assistia ao "Fantástico" quando se horrorizou com uma informação dada pela Gloria Kalil, consultora de moda. "Colares curtos envelhecem". Porque colocam em evidência o pescoço e o rosto. Wednesday, December 31, 2008
Música, Direito, Artes....


"Espero que você tenha escrito de forma legível. Para ele conseguir entender sua letra. Porque eu não entendo".
Tuesday, December 23, 2008
Em 2009, Eu Quero Ser a Ana Maria Braga
No próximo dia 2 faço trinta e quatro anos (parabéns e presentes não serão rejeitados!). Feliz, porque já descobri o que espero da vida. Aos seis anos, queria ser mãe solteira. Aos nove, chacrete. Aos vinte e cinco, PJ Harvey. Trinta e três, Mrs. Lanegan. Pois agora é definitivo. Eu quero ser a Ana Maria Braga. Segunda vez: essa é recente, as pessoas estão sabendo. Ana Maria Braga tomou as dores de Suzana Vieira, aquela atriz veterana que se casou com um policial. Que não foi um marido modelo. Que, drogado, espancou uma moça e destroçou um quarto de motel. Que perdoado pela esposa traída, abusou da sorte e foi descoberto com a amante. Separação do casal, pedido de gorda pensão (por parte dele). E a indignação da solidária Prag.., digo, Braga, que em rede nacional aconselhou o infiel a...desaparecer da face da Terra. Tarefa que, uns poucos dias depois, ele cumpriu à risca - e com distinção.
Thursday, December 18, 2008
Wonderwall

Tuesday, December 16, 2008
Quando Você vira Arte

Sunday, December 07, 2008
Robin Hood e Kim Deal


Thursday, December 04, 2008
A Banda de Rock de William Faulkner


Wednesday, December 03, 2008
Akinator
Sunday, November 16, 2008
Gig Posters - Parte II


A paternidade deles é antiga e distante. Jules Chéret foi o pioneiro, na Paris de 1860, embora o pintor Henri de Toulouse-Lautrec tenha se tornado o mais conhecido e célebre. Surgiram para anunciar espetáculos de cabaré ilustrando as dançarinas do Moulin Rouge, o famoso prostíbulo parisiense. O tcheco Alphonse Mucha especializou-se na confecção deles, promovendo as peças teatrais da atriz e cortesã Sarah Bernhardt. Na Inglaterra, Aubrey Beardsley foi o artista mais destacado, sempre trabalhando nas cores preta e branca. Chegando em Paris, o norueguês Edvard Munch também se interessou por eles. Eles são descendentes diretos de Cherét, Toulose-Lautrec, Mucha, Munch, Klimt. E de tantos outros que elegeram as gravuras e ilustrações como manifestação de uma Nova Arte. Ou, em francês, Art Nouveau.
Monday, November 10, 2008
Gig Posters - Parte I
Asas enormes, abertas atrás dos ombros largos. Uma auréola pairando sobre o cabelo curto. Coraçãozinho exposto no peito esburacado e o sangue escorrendo através do braço, oculto pela manga do terno, até encher o copo de whisky. Thursday, November 06, 2008
Solidariedade

Wednesday, November 05, 2008
Ladyhawke


Ela é neozelandesa. Faz parte dessa nova leva de bandas da Oceania que misturam rock com eletrônico. Tipo Cut Copy, The Presets, Van She. Lançou o primeiro CD no final de setembro. Não tem faixa ruim. Em setembro mesmo, ela se apresentou em Londres. Por coincidência, na mesma noite da chatíssima banda canadense Ladyhawk (sem o "e"). Eu estava em Londres mas perdi (porque fui ver....adivinhe). Um dos piores erros da minha vida. É pop anos 80 com bateria alta e músicas aceleradas. Sem aquelas firulas de electro minimalista que quer ser descolado e elegante. Tipo Peaches e Miss Kittin. Nada tem daquele som aguado do CSS. Já vi que foi esnobada por blogs do UOL. Afinal, cometeu o crime...de ser pop. Os remixes feitos por Van She, Cut Copy e Peaches foram elogiados. Porque dão uma "quebrada" no vocal, na melodia - pop - e transformam as faixas em electro elegante, minimalista, descolado e..."indiemente" aceitável.
Saturday, November 01, 2008
Quando a Arte vira...Direito


Edvard Munch, auto-retrato, e Antonio Scarance Fernandes, Professor de Direito Processual Penal da USP.
Monday, October 27, 2008
Tuesday, October 21, 2008
Musique Non Stop

Impressionante, não? E Dr. Sacks não se limita ao caso da idosa alucinógena: cada capítulo do livro é dedicado a um distúrbio neurológico ou perceptivo ligado à música. Ele narra, por exemplo, a história do cirurgião ortopédico que, durante uma tempestade, foi atingido por um raio (!). O homem sofreu uma parada cardíaca. Foi reanimado e, dias mais tarde, retomou suas atividades normais. Com uma diferença. O médico, que nunca havia dado muita bola para música, inexplicavelmente se viciou em música de piano. Comprou quilos de discos, partituras, descolou um piano. Quarentão, aprendeu sozinho a tocar e a compor! Passou a dedicar seu tempo livre ao instrumento, divorciou-se! Até finalmente se apresentar em concertos, ser aclamado e invejado! Uau! Depois dessa, fui até reler entrevistas antigas do Mark Lanegan, tentando descobrir se a causa de seu talento também tem a ver com uma descarga elétrica que sacudiu os neurônios. Mas não. Quando jovenzinho, ele somente foi atropelado por um trator que partiu suas pernas.
Mas voltemos à velhinha assombrada pelos trinados de Julie Andrews vibrando o gogó nas pradarias austríacas. Dr. Sacks não mentiu para a atormentada anciã: o distúrbio não tinha cura. A esperta senhora não se abateu: já que não poderia matar o earworm do Mal....cultivou earworms do Bem. Conta o psiquiatra: "nesse meio-tempo, a sra. C. tentara ampliar seu repertório de alucinações, supondo que, se não fizesse um esforço consciente, ele acabaria por reduzir-se a três ou quatro músicas repetidas indefinidamente (...). E, embora a sra. C. não fosse capaz de fazer a música parar, às vezes conseguia, com força de vontade, trocá-la". Ah, a sabedoria dos mais velhos...
Minha surdez progride. Já sofro alucinações musicais. Oliver Sacks não vê chances de recuperação. A velhinha teve uma ótima idéia.
"The Prodigal Sun", do Black Angels. "Disintegration", do Cure. "Natural's Not In It", do Gang of Four. "More or Less", do Screaming Trees. "Transmission", do Joy Division"....
Despeço-me. Hora de baixar alguns earworms. Para salvar no meu iPod neurológico...
Wednesday, October 08, 2008
Quando a Arte vira Rock, Parte CXXXIV
Monday, September 29, 2008
Uma Imprecisa Coisa Feliz


"When the willow bends/ towards the end of day/ And twilight falls again/ To the funny sound that a blackbird makes/ Twilight falls again/ As no good reason remains, I'll do the same/ Thinking of you/ One day a ship comes in, one day a ship comes in/ But I can't say how or when/ But I know somewhere the ship comes in every day" ("One Hundred Days", Mark Lanegan).
O porto que sonho é sombrio e pálido/ E esta paisagem é cheia de sol deste lado.../ Mas no meu espírito o sol deste dia é porto sombrio/ E os navios que saem do porto são estas árvores ao sol..." ("Chuva Oblíqua", Fernando Pessoa).
Ah, bom!
Friday, September 12, 2008
Em Lisboa
Aguardem.
Monday, August 25, 2008
Piada Interna
http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/sftw/article858871.ece
Tem junto o áudio com o Lanegan rindo, coisa rara!
Conclusões:
1) Meninos passam dos 40 anos, mas continuam bobos...(mas no fundo, nós meninas gostamos dessa bobeira). 2) O "Garagem" faz muita falta. Típica história garagística, que eles contariam se estivessem no programa. Deu saudades. 3) Uma das melhores coisas da vida é viajar com amigos...(né, Anna!!!)
Saturday, August 23, 2008
Tuesday, August 19, 2008
I Know It's Over

"This is our last goodbye/ I hate to feel the love between us die/ But it's over/ Just hear this and then I'll go." ("Last Goodbye", Jeff Buckley)
Tuesday, August 05, 2008
Tuesday, July 01, 2008
Tuesday, June 24, 2008
A Revista De Rock Mais Bacana Do Mundo


Se Grace, filha do baixista Duff McKagan, da banda Guns'N Roses, está viva....talvez tenha muito a agradecer a...Mark Lanegan. Quando Grace nasceu, o riacho existente nos fundos da casa de Mckagan passou a ser um risco para uma criança que logo começaria a andar. Foi Lanegan quem notou o perigo e alertou o amigo, que não pareceu muito preocupado. "Você não está entendendo. Você vai ter que levantar uma cerca". O seco Lanegan deu a última palavra e atualmente uma cerca adorna o quintal de Duff.
Por fim, se você, além de interessado em música, também não resiste a uma fofoquinha envolvendo seu artista preferido....a Magnet é mesmo a sua revista! Johnny Marr, que depois dos Smiths montou o Electronic com Bernard Sumner, entrega sem dó: o ator que interpretou Bernard no filme "24 Hours Party People", de Michael Winterbottom, era preguiçoso e não pesquisou direito: Sumner descobriu a água oxigenada bem depois da fase Joy Division!
Monday, June 16, 2008
Monday, June 09, 2008
O Direito Penal Brasuca e as Cinzas de Kurt Cobain

Ela disse que tem impulsos suicidas em razão do ocorrido. 'Não posso acreditar que alguém poderia levar as cinzas de Kurt. Eu acho isso repulsivo e agora mesmo me sinto suicida. Se não consegui-las de volta, não sei o que farei.' A informação é do tablóide "News of the World".
A maioria das cinzas de Kurt Cobain, que se suicidou em 1994, aos 27 anos, foi espalhada em um templo budista de Nova York.
'Eu costumava levá-las para todos os lugares, assim eu podia sentir que Kurt ainda estava comigo. Agora parece que eu o perdi novamente', disse Love."
Thursday, June 05, 2008
Quando a Arte vira Rock, Parte CXXIX
Wednesday, June 04, 2008
Saturday, May 31, 2008
Tuesday, May 27, 2008
Sunday, May 25, 2008
Vengeance is Mine, Inc.

Também em Londres, um ex-agente secreto russo bebe chá em um hotel. Sem saber, é envenenado por elemento radioativo com capacidade para destruição semelhante à de uma bomba atômica. A vítima, exilada política e então casada com uma linda dançarina, contamina a cidade até ser internada em hospital e morrer. Mas deixa uma carta revelando o nome do mandante de seu próprio homicídio. O presidente da Rússia.
Alexander Litvinenko, apelidado Sacha, ingressou no serviço secreto antes do colapso da União Soviética em 1991. Era a KGB, central da inteligência soviética. Sacha organizava arquivos secretos sobre marginais, estudava seus assuntos pessoais, redes, contatos com empresários e políticos. Trabalhava nos bastidores, desvendando planos de corrupção através de escutas telefônicas clandestinas, recrutando e comandando agentes infiltrados em gangues.
Friday, May 09, 2008
Black Postcards: a Rock & Roll Romance

Gravando demos, tocando em pequenos clubes e assinando contrato com uma minúscula gravadora, o Galaxie 500 tentava conquistar seu espaço. Vieram então boas críticas publicadas como pequenas notas em conceituadas revistas inglesas (a banda sempre foi mais querida no Reino Unido do que nos EUA), a admiração externada por Sonic Youth (outra banda indie, mas já estabelecida), o contrato com nova gravadora, três discos lançados, turnês...e só. O Galaxie 500 nunca estourou. Sem um pingo de amargura ou frustração, Dean narra diversas situações embaraçosas ou divertidas, experimentadas por alguém que jamais atingiu status de rock star a ponto de destruir quartos de hotéis, fugir de fotógrafos ou compor em estúdios guarnecidos com piscina e quadra de tênis. Um dia, representante da gravadora Geffen marcou encontro com Dean e o casal Damon/Naomi, aparentemente interessado no som do trio. Faltou ao compromisso, sem maiores explicações. Wareham depois descobriu que o foco de interesse do empresário havia mudado: preferiu contratar outro trio. Nirvana.
"Você tem banda!?", espantou-se uma colega de trabalho de Dean. "Ah, então não deve ser conhecida". Atitudes de desprezo, ou até mesmo mesquinhas, também partiam de outras bandas alternativas...Wareham revela que a dupla Sundays impôs várias condições para que o Galaxie 500 não se destacasse durante shows da turnê conjunta. Entrega que nem todos os artistas e selos independentes vivem "para" a Música. Condena aqueles que vivem "de" Música (segundo Dean, no mundinho alternativo a banda Jesus and Mary Chain recebeu o apelido de...Jesus and Money Chain...). Wareham explica que é errada a idéia de que as gravadoras e selos independentes não exploram ou enganam artistas inocentes e sem grana (Dean dedica duas páginas do livro para esculachar Steve Albini, produtor de discos dos Pixies e Nirvana. Albini repreendeu a onda de músicos independentes que, nos anos 90, ousaram assinar contratos com grandes gravadoras). A ambição saudável de Wareham - que também queria um contrato com gravadora que não operasse sob eterno risco de concordata - foi uma das causas de sua saída (e do fim) do Galaxie 500. Dean se queixava que Damon e Naomi, namorados, sempre venciam quando assuntos de interesse da banda eram colocados em votação. Afinal, os votos dos dois eram idênticos (e, em um trio, a maioria). Wareham, ressentido, passou a chamá-los de "Gang of Two". Em 1991, convocou outros músicos e criou o Luna, que teve vida longa: oito discos.
Friday, May 02, 2008
Tuesday, April 29, 2008
Wednesday, April 23, 2008
Caras Carentes e Dom João VI


"Seu guarda/Eu não sou vagabundo/Eu não sou delinqüente/Sou um cara carente/Eu dormi na praça/Pensando nela/Seu guarda/Seja meu amigo/Me bata, me prenda/Faça tudo comigo/Mas não me deixe/Ficar sem ela..." ("Dormi na Praça", Bruno & Marrone).
But if you don’t
You’re gonna break my run of unhappiness and destroy my career
I’d rather feel full than sing these shit songs
I’ll sell my guitar and never look back
You’re gonna break my heart I know it
And when you do
I’m going to run to the country and plug my ears
I’d rather have you than sing these shit songs
I’ll sell my guitar and get an education and never look back
You’re gonna break my heart I know it
If you don’t break my heart I’ll do it myself
And when I do
I’m going to count all the numbers for all the years
If I don’t have you I’m condemned to sing shit songs
I’ll fuck my guitar and drink myself deaf
It’ll be an education and I’ll never look back
I don’t want to sing these shit songs anymore"
Wednesday, April 16, 2008
Paraíso

Álcool. E as drogas eleitas pelo século retrasado: ópio e haxixe. Charles Baudelaire, o maldito poeta francês, esteve vivo no paraíso. Preferiu ir embora. Antes de morrer em Paris, no ano de 1867, relatou suas experiências. Publicada pela primeira vez em 1860, a obra "Les Paradis Artificiels" é um conjunto de ensaios sobre os efeitos dos entorpecentes dos quais fez uso. Os "paraísos artificiais". Prazer com prazo de validade que os homens ansiavam para escapar da mediocridade existencial à qual estavam condenados. Uma fonte mórbida de felicidade que cessava quando o potencial inebriante dos tóxicos chegava ao fim, trazendo depressão e calafrios. Baudelaire quis entender e explicar as motivações mais profundas que conduzem alguém ao falso Nirvana das drogas."A heroína me salvou do alcoolismo", explicou ironicamente Mark Lanegan, em uma entrevista de 2004, sua motivação mais profunda para regulares visitas ao Éden. Lanegan, nascido em 1964 em uma pequena cidade de Washington, EUA, filho de uma família desestruturada, passou a adolescência furtando comerciantes locais e entornando latas e garrafas de álcool. Aos vinte anos, foi alertado por um médico de que não chegaria aos trinta se não largasse a bebida. Largou. Com ajuda da heroína. Em 1986, Mark Lanegan e amigos montaram o "Screaming Trees", banda depois associada ao movimento grunge, junto com Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden. E Nirvana. Inicialmente, Lanegan tocaria bateria. Péssimo no manejo das baquetas, assumiu os vocais. Do "Screaming Trees" e de sua própria carreira solo, paralela à banda. A voz de Mark Lanegan - absurdamente rouca, soturna, marcante e única - era perfeita para as composições bem diferentes do rock de garagem do "Screaming Trees": canções com levada blues e folk. Tristes e lindas.1996, fim do "Screaming Trees". Desentendimentos e brigas: Lanegan reclamava que trabalhava por todos os outros membros. Dependência química. Mark Lanegan sabia que amigos estavam morrendo por escolher o mesmo caminho. Como Kurt Cobain, do Nirvana. Em 1997, acontece a prisão por posse de drogas. O paraíso havia se transformado no inferno, era hora de partir. E ele partiu. Os cigarros salvaram Lanegan da heroína. Hoje seu único - e pesado - vício. Como Baudelaire, Mark Lanegan escreveu seu testemunho a respeito do vício em entorpecentes. Mas escreveu na forma de músicas que cantou, e canta, com as mesmas cordas vocais que a heroína e o fumo ajudaram a arruinar e - espantosamente - a fazer a voz tão bela. Em "Methamphetamine Blues", faixa do disco "Here Comes That Weird Chill", de 2003, Mark Lanegan confessa: "I don't want to leave this heaven so soon". Memórias de um lugar ilusório e artificial, que felizmente ele soube deixar para trás.-------------------------------------------------------------------------------------Bruxelas, nove e quinze da noite, 11 de abril de 2008. Eu aos pés de Mark Lanegan. No sentido literal da expressão "aos pés". E figurado também. Primeira fila do show do "Gutter Twins", confortavelmente (belgas, civilizados, não empurram, não encostam). "Gutter Twins" é a dupla Mark Lanegan e Greg Dulli, amigos das antigas. Greg Dulli, ex-líder da finada "Afghan Whigs", atualmente vocalista e guitarrista do "Twilight Singers". É o encontro do rock-soul, de Dulli, com o rock-blues, de Lanegan. De dois brothers que se ligaram de que o paraíso um dia prometido....era a sarjeta.A menos de dois metros de distância, na minha frente, Mark Lanegan não enxerga. Depois de entrar no palco, vai até o microfone, que segura com uma das mãos. A outra, no suporte. Ergue o queixo, fecha os olhos e canta no escuro. O tempo todo. Parado, quase não movimenta o corpo. A voz, áspera ao extremo, toma conta do Ancienne Belgique e rivaliza com a guitarra de Greg Dulli. Imerso em um paraíso particular, Lanegan canta enquanto permace alheio à realidade. Não sorri, não cumprimenta o público, não acompanha o playlist colado no chão, ao seu lado (mas que eu getilmente arranquei das mãos do roadie, quando o show acabou). Quando um fã invade o palco, passa um dos braços em volta de seus ombros e cochicha no seu ouvido...ele continua com os olhos fechados, mãos no microfone, cantando imóvel. Sozinho no bis (Greg Dulli abandonou o palco e foi levado ao hospital, desidratado e hipotérmico), tinha conquistado Bruxelas, cidade onde, anos e anos atrás, Baudelaire afundou no vício. Mark Lanegan não interage com a platéia, não se movimenta no palco, não quebra (e não toca) instrumentos musicais. Não lança novo trabalho solo desde 2004. Não tem banda fixa, apenas contribui com amigos (atualmente além de Dulli, Isobel Campbell, do "Belle and Sebastian", "Soulsavers"), permanece calado em entrevistas, não mantém site oficial (conta cancelada na web...por falta de pagamento!). Mark Lanegan, hoje limpo, desafia todos os padrões de rebeldia do rock. De olhos fechados, na escuridão. Cool.Bruxelas, dez e meia da noite, 11 de abril de 2008. Eu, cotovelo apoiado no palco, cabeça sustentada pela palma na mão. Aos pés de Mark Lanegan quando a última canção chega ao fim.Lamento.Eu não queria deixar o paraíso tão cedo.
Saturday, March 22, 2008
Thursday, March 20, 2008
Friday, February 08, 2008
Sunday, February 03, 2008
Quando a Arte vira Rock, Parte CXXI
Sunday, January 13, 2008
My Last Mistake
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=32395070
Thanks pela dica, sir Rogério :)
Monday, January 07, 2008
Tuesday, December 25, 2007
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Saturday, December 22, 2007
Quando a Arte vira Rock, Parte CXIX
Saturday, November 24, 2007
Sunday, November 18, 2007
Thursday, November 15, 2007
Wednesday, October 31, 2007
Tuesday, October 23, 2007
Friday, October 12, 2007
Saturday, October 06, 2007
On The Road!

Sunday, September 30, 2007
NYC Man


"All the victims have turned to stone, no one is happy, they're all alone /I'd sacrifice my social position tonight/In New York, millionaires, and lonely people with lonely stares/I'm not lookin' for love and I'm lost in this night/In the naked city (in the city) there are ten million stories (naked city)/I'm not lookin' for pity (in the city) in this naked city (naked city)" ("Naked City", Kiss).
Sunday, September 23, 2007
Wednesday, September 19, 2007
Monday, September 17, 2007
Tuesday, September 11, 2007
Sunday, September 02, 2007
Saturday, September 01, 2007
Thursday, August 30, 2007
Wednesday, August 29, 2007
Here We Are Now, Entertain Us
Vestido preto, soltinho. Longo. Óculos escuros, apesar do ponteiro do relógio quase se aproximar das nove horas (da noite). Cigarro equilibrado entre os dedos da mão direita. Vinho branco na mão esquerda. Em taça. De vidro. Olhando fixamente para...Jesus.O Rock en Seine lotou, os três dias. E o que me impressionou - no bom sentido - é que a maioria das pessoas que estavam lá não queriam ver e ser vistas. Queriam simplesmente sentar nos bancos de madeira e rir com os amigos. Queriam passar um programa diferente em família (e havia muitas, pais e filhos adolescentes). Queriam comer (comidas aos montes, em barraquinhas dispostas como em festa junina. Mexicana, árabe, italiana, sanduíches, sorvetes, algodão-doce) e beber (cerveja, vinho, champagne. Vendiam até chá e café!). E sim, queriam ouvir música bacana. E, principalmente, se empolgar unicamente com bandas que realmente são empolgantes.
Tuesday, August 28, 2007
Monday, August 13, 2007
Hey, Ho! Let´s Go!
Sunday, August 12, 2007
Thursday, August 09, 2007
Monday, August 06, 2007
Friday, August 03, 2007
Recado para a Cris
Sunday, July 29, 2007
Thursday, July 26, 2007
Friday, July 20, 2007
Concertos para a Juventude


Novembro de 2005, Barcelona Teatro Musical. Todos acomodados em suas poltronas, toca a campainha. O quarteto de cordas entra no palco. Toca durante cerca de uma hora. Termina a apresentação e se retira. De novo a campainha. Surgem os músicos principais, acompanhados do mesmo quarteto de cordas. O arco do violoncelo desliza no instrumento e a música começa. Durante quase duas horas, platéia quieta e paralisada. A noite é encerrada ao som frenético da Oitava. O público se levanta, palmas de profundo entusiasmo por vários minutos. Os músicos dão as mãos e inclinam as cabeças em agradecimento. Fim do espetáculo.
Monday, July 16, 2007
Saturday, July 14, 2007
Wednesday, July 11, 2007
Van Gogh´s Walk On The Wild Side


"But remember that the city is a funny place/Something like a circus or a sewer/And just remember different people people have peculiar tastes/And the - Glory of love, the glory of love - the glory of love, might see you through" ("Coney Island Baby", Lou Reed).
Sunday, July 08, 2007
Wednesday, July 04, 2007
A Voz do Cisne


Hope seria então Ninette. Ninette de Valois. A adolescente da foto antiga que nasceu em 1898, na Irlanda, sob o nome Edris Stannus. Começou a dançar aos dez anos de idade. As aulas eram extremamente dolorosas. O frágil corpinho de Edris tentava superar a paralisia muscular causada por poliomielite. A determinação da menina venceu a limitação física. Ela se tornou conhecida já na Inglaterra por seus movimentos graciosos. Adotou então o nome artístico de Ninette de Valois, aproveitando sua ascendência francesa. E aposentou-se jovem, aos 28 anos, com um projeto ambicioso: lecionar, profissionalizar a dança na Grã-Bretanha e fortalecer a imagem do ballet inglês na Europa e no mundo.
Monday, June 25, 2007
Em Busca do Tempo Perdido


































































































































